Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Bragança - Na Imprensa

 

 

 

Mulheres socialistas querem eleger deputada

 

Departamento Nacional das Mulheres Socialistas considera necessário colocar mais responsáveis femininas nos cargos de decisão política

O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas do distrito de Bragança quer que a lista dos candidatos do PS pelo distrito inclua pelo menos o nome de uma mulher num dos primeiros dois lugares elegíveis. A reivindicação surge numa altura em que os partidos começam a preparar as listas de candidatos para as próximas eleições legislativas, autárquicas e europeias. Júlia Rodrigues, presidente do departamento e da concelhia PS de Mirandela, numa reunião promovida no passado domingo, considerou que era “importante” que também na lista de candidatos do PS pelo distrito, fosse incluído o nome de uma mulher. “O Departamento Federativo das Mulheres Socialistas ficaria muito contente com essa solução, era um sinal que o PS estava na frente no cumprimento da lei da paridade ”, considerou Júlia Rodrigues. A lei da paridade obriga a que todas as listas, quer para as legislativas, quer para as autarquias ou para as europeias, cumpram com as quotas, ou seja, em cada três, um nome deve ser de género diferente. No entanto, a responsável não quis adiantar com o nome de possíveis candidatas ao cargo. Também no que diz respeito às candidaturas às autárquicas, as mulheres socialistas revelaram algumas “preocupações” pela falta de mulheres a concorrer a esse cargo. Júlia Rodrigues não quis revelar se é ou não candidata à câmara de Mirandela, no entanto, mostrou-se “disponível” para “todas as lutas que o PS queira fazer”. “Todas as listas são escolhas do PS e é uma opção interna do partido pelo que o debate sobre essas questões terá que ser interno e em tempo oportuno”, declarou. No encontro esteve também presente a responsável do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, Maria Manuela Augusto, que apontou para a necessidade de envolver mais mulheres na política e sobretudo nos cargos de decisão. “Na política, muitas vezes, é uma questão de escolha e é difícil uma mulher chegar ao topo da hierarquia das tomadas de decisão por vários constrangimentos. A sociedade ainda espera que a mulher seja a cuidadora por excelência, a cuidadora da casa, dos filhos, dos idosos, dos doentes...”, apontou. Por isso, Maria Manuela Augusta considera que a obrigatoriedade de todos os partidos incluírem nas listas homens e mulheres, de forma equilibrada, a par da do aumento da licença de paternidade, são medidas que, a longo prazo, podem contribuir para uma “melhoria da democracia”. “O PS deu um contributo enorme para que a situação começasse a mudar, mas é uma situação que só a longo prazo dará os seus frutos”, apontou. O PS conta com cerca de 400 militantes femininas no distrito de Bragança e, segundo Júlia Rodrigues, o número é tendencialmente crescente em todas as concelhias. A eleição para a direcção do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Vila Real está agendada para hoje.

 

IN Mensageiros Notícias

publicado por Mulheres Socialistas de Bragança às 20:15

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